Nasce Agrupamento de Produtores de Carne de Bísaro Transmontano DOP

Nasce Agrupamento de Produtores de Carne de Bísaro Transmontano DOP

“O Agrupamento vai assegurar, de forma profissional, a comercialização da Carne de Bísaro Transmontano DOP, os produtores devem continuar a fazer o que fazem bem, criar os animais”, refere Carla Alves, secretária técnica da Associação de Criadores de Suínos de Raça Bísara (ANCSUB).

A iniciativa partiu da ANCSUB que, com o apoio da Câmara Municipal de Vinhais, decidiu lançar o que considera ser “um grande projeto económico para toda a região de Trás-os-Montes”. Trata-se da constituição de um Agrupamento de Produtores de Carne de Bísaro Transmontano DOP (Denominação de Origem Protegida), que inclui todos os concelhos dos distritos de Vila Real e Bragança.
O primeiro grande passo foi dado nesta sexta-feira com a constituição da Sociedade Por Quotas, bem representativa da abrangência deste projeto. Subscreveram, como sócios fundadores, cerca de 30 produtores, oriundos de diferentes concelhos, aos quais se associaram as duas instituições de ensino superior do território, Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). O ato foi apadrinhado pelo Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Norte e pelo Diretor Geral de Alimentação e Veterinária.
A Carne de Porco Bísaro tem até agora sido valorizada essencialmente na produção do Fumeiro de Vinhais (todo ele também certificado). Faltava dar um verdadeiro impulso para o consumo da carne em fresco, também muito procurada, de forma a que os produtores consigam retirar maior proveito e rentabilidade da atividade. A constituição do Agrupamento, para além do apoio óbvio na comercialização, é também a melhor maneira de garantir o preço justo por um produto que reconhecidamente tem elevado valor. “E o que queremos fazer é profissionalizar a comercialização, vamos fazer uma candidatura para constituir uma equipa técnica profissional”, explicou Carla Alves.
A necessidade da constituição do Agrupamento resulta também das exigências dos apoios dos Fundos Comunitários, o PDR (Programa de Desenvolvimento Rural) faz depender muitos dos apoios que proporciona da condição dos produtores estarem agrupados, por exemplo o apoio à investigação, à sanidade animal e até à comercialização e promoção.
Após a escritura aconteceu primeira assembleia-geral dos sócios que já aprovaram um plano de acção para os próximos três anos, que passa pelo apoio à adaptação das explorações às condições do mercado, comercialização conjunta, centralização de vendas e fornecimento aos grossistas, organização dos processos, realização de estudos de mercado, criação de marcas e lançamento de campanhas de marketing, entre outras.
O Plano de Ação prevê também candidaturas aos fundos comunitários para organizar o setor e, por exemplo, lançar campanhas de comunicação e publicidade assertivas, qua consigam afirmar o real valor que resulta da qualidade e confiança que só uma marca certificada pode oferecer, e entrar em novos mercados, assegurando assim o aumento da procura e consequentemente da comercialização e estabilização das vendas.
E porque este é um projeto abrangente e que pretende efectivamente envolver todo o território, numa segunda fase que vai acontecer muito em breve, também os municípios, de forma individual ou através das Comunidades Intermunicipais, se vão juntar ao Agrupamento. “As autarquias têm todo o interesse em se juntar a projectos desta natureza porque com isso estão a criar valor e riqueza, estão a contribuir para desenvolvimento económico do território e necessariamente a garantir a fixação de pessoas e a criação de postos d trabalho”, justificou Carla Alves.

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