Produtores apostam cada vez mais no fumeiro

Produtores apostam cada vez mais no fumeiro

Tem sido uma das mensagens mais repetidas pelo Governo nos últimos tempos: o país precisa de apostar cada vez mais na agricultura. Mas se há concelho onde essa máxima tem sido seguida à risca, e há vários anos, é em Vinhais.

A Feira do Fumeiro é o ex-libris da vila, que a tornou conhecida pelos quatro cantos do país. Mas ao longo do ano nota-se entre os quase dez mil habitantes do concelho uma aposta cada vez maior nas atividades rurais. E aí, aquelas ligadas ao fumeiro ganham especial relevo, seja pela necessidade de alimentar os porcos, seja pela própria produção. Vera Alves, por exemplo, de 77 anos, ainda não falhou uma única das 32 edições do certame. “Era em frente à Câmara e durava apenas um dia. Levávamos pouquinho fumeiro, só para fazermos para a despesa”, recorda esta habitante da aldeia de Nunes. O segredo, esse, aprendeu-o com a sua avó.

Adélia Carvalho, também de Nunes, fez da produção de porcos e de fumeiro o seu modo de vida, há 17 anos. “Estamos ligados à terra e é da terra que nos sustentamos. Aprendi com a minha mãe com a minha avó. Casei e continuei”, conta. Com o aparecimento da ANCSUB, reuniu apoios e investiu 25 mil euros, fora equipamento.

Mais a sério lançou-se Jorge Diegues, de Vila Boa. Está no ramo há 22 anos. Começou com “a Sra. Teresa, uma das impulsionadoras do fumeiro”. Tem uma das cinco unidades de grande dimensão de produção de fumeiro licenciadas do concelho, a Ribeira dos Moinhos.. As restantes 71 são de pequena dimensão. Este ano vai levar cerca de uma tonelada de fumeiro para a Feira, tendo matado 80 porcos só para esta época. Mas lamenta aquilo de chama de “concorrência desleal” dos produtores que se lançam sem licenciamento, pois não cumprem com as mesmas exigências de explorações como a sua.

Fonte: Mensageiro de Bragança | António G. Rodrigues | 31 de janeiro de 2013

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